Após a perseguição da TV Globo aos bispos da Igreja Universal, agora é a Record que persegue alguém da TV Globo.
A história é a de que uma menina de 13 anos foi estuprada em maio último, e entre os suspeitos está o filho de um dos donos da RBS, TV afiliada da Globo. A reportagem de 16 minutos de duração foi exibida no “Domingo Espetacular”, e diz que o caso foi abafado e não tem repercutido porque envolve pessoas importantes.
A reconstituição do ocorrido mostrou que a menina foi a um shopping center encontrar umas amigas, e lá encontrou um ex-namorado. O garoto a convidou para ir com ele em até seu apartamento, e ela aceitou. Usou o telefone do garoto para avisar às amigas que não encontraria mais com elas. Ao chegar ao apartamento o garoto lhe ofereceu uma bebida alcoólica, que estava numa mochila, ela aceitou e bebeu. A menina se sentiu mal, com tonturas, ficou dopada, e depois percebeu que foi estuprada.
O objetivo da Record parece mais o de explorar o possível “abafa” que a Globo está fazendo no caso. Mas eu acho que mais importante que isso é discutir que uma menina de 13 anos aceitou o convite de um ex-namorado para ir ao apartamento dele, aceitou a bebida alcoólica, e deu no que deu.
É incrível o que um ‘não’ pode fazer. Se essa menina tivesse dito ‘não’ na primeira investida do ex-namorado, ela teria se divertido com as amigas. Se ela tivesse dito ‘não’ à bebida que lhe foi oferecida, ela não seria estuprada.
Diga não às drogas, mas seja educado. Diga “não, obrigado”.
Rita Lee
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terça-feira, 13 de julho de 2010
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